<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><title><![CDATA[blog de Nélson Menezes Florisbal]]></title><description><![CDATA[Histórias do Cotidiano, Verdades Simples]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/blog</link><generator>RSS for Node</generator><lastBuildDate>Fri, 18 Sep 2026 14:07:17 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://www.artflorisbal.com/blog-feed.xml" rel="self" type="application/rss+xml"/><item><title><![CDATA[O Mercado Público]]></title><description><![CDATA[Sempre que viajo, minha agenda inclui uma visita ao Mercado Público da cidade em que estou. É automático, um ato espontâneo que me leva a caminhar por entre bancas repletas de cores, sabores e aromas. É um deleite para os olhos e para o olfato. Queijos, embutidos, temperos, carnes; prateleiras e tulhas transbordam de produtos das mais diversas procedências. Os vendedores, quase membros da família, abordam a freguesia, cada um oferecendo seu produto como o de melhor qualidade e o de preço mais...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/o-mercado-p%C3%BAblico</link><guid isPermaLink="false">6aad1258d351bc6bc5172214</guid><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 10:29:32 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Tempo Não Está Acabando]]></title><description><![CDATA[Hoje estava divagando sobre a vida e sobre tudo o que fizemos em nossa passagem por este plano. Fui tomado por uma ansiedade repentina enquanto minha mente percorria momentos vividos. Tantas alegrias, tantas tristezas e tantas dúvidas. Perguntei a mim mesmo o que ainda estou deixando passar nesse fio de vida que, dia após dia, segue correndo. A vida é boa demais. Ainda tenho muito a fazer, muito a contribuir. Tenho uma vontade danada de sair pelo mundo, conhecer novos lugares, viver novas...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/o-tempo-n%C3%A3o-est%C3%A1-acabando</link><guid isPermaLink="false">6aabcb8dbf774bdac896ec41</guid><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:15:09 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Picumã (1) ]]></title><description><![CDATA[A casa de madeira era pequena, com apenas duas peças: a cozinha e um cômodo adjacente que servia, ao mesmo tempo, de sala e dormitório. Nos rigorosos invernos dos campos do Sul, a família reunia-se em torno do fogão a lenha de quatro bocas. O crepitar das brasas e os lampejos avermelhados refletidos nas paredes aqueciam aquele ambiente simples, onde o tempo parecia correr mais devagar. Entre um mate e outro, a panela de ferro, encrostada de gordura, cozinhava a carne do almoço. A fumaça...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/picum%C3%A3-1</link><guid isPermaLink="false">6aaa8b5f09b4f83aa6c60c10</guid><pubDate>Wed, 16 Sep 2026 12:34:33 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[A Batina do Padre Salvatore]]></title><description><![CDATA[Houve um tempo em que as missas dominicais da igrejinha do bairro reuniam quase toda a comunidade. Dizia-se que metade dos presentes comparecia por fé e a outra metade por simples curiosidade. Ninguém sabia ao certo se a conta era verdadeira, mas bastava olhar ao redor para acreditar. Os velhos bancos de madeira, gastos por décadas de joelhos penitentes, acolhiam figuras que hoje permanecem apenas na memória daqueles que viveram aqueles dias. Entre elas estava o Vesgo Caolho, homem magro como...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/a-batina-do-padre-salvatore</link><guid isPermaLink="false">6aa947f880158fe9e81d673d</guid><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 13:30:14 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Sorriso Perturbador]]></title><description><![CDATA[A gargalhada ecoou de forma sinistra pelos corredores da enfermaria, espalhando-se pelos outros andares do prédio. Havia nela um tom sarcástico e perturbador. Como acontecia quase todas as noites, ele despertava sob uma estranha agonia. Seus olhos percorriam o quarto escuro, enquanto vultos pareciam deslizar pelas paredes. As atendentes do andar ficavam atônitas sempre que ele insistia em afirmar que estava sendo perseguido. Com o dedo apontado para o vazio, balbuciava palavras indecifráveis,...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/o-sorriso-perturbador</link><guid isPermaLink="false">6aa7de6aabcfc8d624a2ae04</guid><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 11:47:11 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Mexer em Vespeiro]]></title><description><![CDATA[Na vida, certas circunstâncias merecem ser tratadas com a devida cautela. A pressa quase nunca foi boa conselheira e a afoiteza, como dizem os antigos, nunca foi madrinha para ninguém. Mexer em vespeiro é assim. Antes de agir, convém avaliar as consequências. Nem toda provocação merece resposta, nem toda verdade precisa ser dita de qualquer maneira. A vida ensina que prudência não é covardia. Prudência é inteligência. É compreender que algumas batalhas podem ser evitadas e que a serenidade...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/mexer-em-vespeiro</link><guid isPermaLink="false">6aa687b85462f0629ba1098c</guid><pubDate>Sun, 13 Sep 2026 11:24:20 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Chorar Sobre o Leite Derramado]]></title><description><![CDATA[Hoje me veio à memória um dito popular que sem nenhuma razão filosófica, resolvi misturar com um assunto que vive aparecendo nos noticiários. Coisas da idade: a gente começa lembrando do leite derramado e termina falando de transporte público.   Lembro bem daquela época. Era o ano de 1976, quando o vereador Sadi Schwerdt, icônico lateral-esquerdo do Sport Club Internacional, foi o autor do projeto da lei dos táxis-lotação.   Mas o que quero deixar registrado, de certa forma, tem a ver com o...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/chorar-sobre-o-leite-derramado</link><guid isPermaLink="false">6aa545a75462f0629b9e98bb</guid><pubDate>Sat, 12 Sep 2026 12:29:51 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Paciente do Quarto 69]]></title><description><![CDATA[Ninguém compreendia a aversão que ela demonstrava sempre que precisava entrar no quarto 69. Para a equipe, era apenas mais um paciente: um homem reservado, de meia-idade, internado havia meses. Nada parecia justificar tamanho desconforto. Mas, ao se aproximar daquela porta, sentia o estômago revirar e o coração disparar. Era como se fosse arrastada para um passado que tentava esquecer. Após ser afastada do trabalho, refugiou-se em seu apartamento. Entre garrafas de whisky vazias e noites sem...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/o-paciente-do-quarto-69</link><guid isPermaLink="false">6aa4019f2772b2fce1cdbd5e</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 13:27:57 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Relógio Cuco]]></title><description><![CDATA[Por mais de dois séculos ele esteve ali, ao pé da grande escadaria da mansão. O velho relógio cuco, datado de 1730, era muito mais do que um simples objeto de decoração. Sua presença silenciosa atravessara gerações, testemunhando risos, lágrimas, celebrações e despedidas. A cada hora, o pequeno pássaro surgia para anunciar a passagem do tempo com seu inconfundível “cu-cu”, um som que se misturava à própria identidade da casa. Constava nos relatos familiares que o primeiro morador da mansão o...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/o-rel%C3%B3gio-cuco</link><guid isPermaLink="false">6aa29fd27a26009d144524a2</guid><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 12:18:33 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Os Fantasmas da Memória]]></title><description><![CDATA[Passaram-se muitos anos. Ela havia se recuperado, ao menos em aparência, das situações adversas que fizeram dela uma mulher triste e emocionalmente fragilizada. Mas certas feridas não desaparecem; apenas aprendem a se esconder. O mundo ao seu redor era um emaranhado de dúvidas e questionamentos. Nunca mais foi a mesma. Vivia em permanente estado de alerta, como se algo terrível estivesse prestes a acontecer. O simples toque do telefone podia anunciar uma tragédia. Um atraso de poucos minutos...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/os-fantasmas-da-mem%C3%B3ria</link><guid isPermaLink="false">6aa1444a91bf1522c3a0006e</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:34:52 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ser Gaúcho é um Estado de Espírito]]></title><description><![CDATA[Vivemos mais uma Semana Farroupilha, período em que o orgulho de ser gaúcho se fortalece por meio de grandes celebrações da nossa cultura. Entre os destaques estão a Expointer e o Acampamento Farroupilha, eventos que simbolizam a força das tradições do Rio Grande do Sul. Somam-se a eles dezenas de iniciativas realizadas em diferentes regiões do Estado, mantendo vivas nossas raízes e reforçando o sentimento de pertencimento e identidade com esta terra. Ano após ano, milhares de pessoas...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/ser-ga%C3%BAcho-%C3%A9-um-estado-de-esp%C3%ADrito</link><guid isPermaLink="false">6a9ff07e5b24c1f7af26757a</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 11:25:31 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Procuração em Branco]]></title><description><![CDATA[As esquinas do país transformaram-se em verdadeiros exércitos de bandeirolas. Uma fila interminável de rostos que jamais serão conhecidos, mas que se apresentam por meio de frases de efeito vazias de conteúdo. Minha vontade, como cidadão, é poder me dirigir a cada um desses pré-candidatos aos quais delego uma procuração assinada em branco, dando plenos poderes para representar meus anseios e expectativas de uma sociedade mais solidária e de leis mais justas em benefício de todos, sem...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/procura%C3%A7%C3%A3o-em-branco</link><guid isPermaLink="false">6a9eb0dad2248400549a2cdf</guid><pubDate>Mon, 07 Sep 2026 12:41:39 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Homem Só]]></title><description><![CDATA[A cidade estava vazia naquela tarde. Uma brisa leve formava redemoinhos nas esquinas, levantando nuvens de poeira, jornais envelhecidos e pequenos restos de descartes que a vassoura do gari deixara escapar. O homem caminhava vagarosamente entre bancas de revistas fechadas e cavaletes de ambulantes abandonados. Estranhamente, naquela rua não havia sinal de viva alma. Era um deserto. De vez em quando, junto à sarjeta, um pequeno vulto se movia. Um rato. Nada mais. Nenhum carro, nenhuma...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/o-homem-s%C3%B3</link><guid isPermaLink="false">6a9d571b931dea863d231fa6</guid><pubDate>Sun, 06 Sep 2026 12:06:06 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Carne Fake]]></title><description><![CDATA[Hoje fui surpreendido por uma notícia que, embora bombástica, já não deveria causar espanto em tempos de evolução acelerada. Cientistas afirmam, com toda a segurança possível, que técnicas laboratoriais permitirão produzir carne a partir de proteína animal — sem abate, sem sangue, sem o ritual milenar que sempre acompanhou nossa alimentação. Sob o ponto de vista ético, há quem comemore. Para defensores da vida animal, é quase um alívio: enfim, carne sem morte. Mas o que me inquieta não é o...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/carne-fake</link><guid isPermaLink="false">6a9c0b99950c73fdcf7cc424</guid><pubDate>Sat, 05 Sep 2026 12:31:36 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Pequeno Mundo da Janela]]></title><description><![CDATA[Todas as manhãs, ele ergue as folhas desgastadas da persiana, o retângulo da janela se abre como um pequeno mundo particular. É sempre o mesmo enquadramento, mas nunca a mesma história. Lá fora, a cidade desperta em sua coreografia repetida: o horizonte recortado pelas paredes frias dos prédios, árvores teimosas que insistem em existir entre camadas de concreto, o canto melancólico dos sabiás nas laranjeiras, as caturritas em suas algazarras matinais, e dezenas de janelas que se abrem para...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/o-pequeno-mundo-da-janela</link><guid isPermaLink="false">6a9ab20cf0d475258507f7c1</guid><pubDate>Fri, 04 Sep 2026 11:57:19 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Tudo é Possível, Quando o Impossível Acontece]]></title><description><![CDATA[Ele havia sido demitido da gráfica: trabalhos rareando, funcionários demais, futuro nenhum. Juntou seus pertences — uma régua, lápis, papéis e um livro de Camões com folhas soltas —, objetos que guardava na gaveta da escrivaninha. Despediu-se dos colegas e enfrentou a tarde cinza da cidadezinha do interior. Ao dobrar a esquina, deu de frente com a placa luminosa da cafeteria. Entrou pela porta giratória e sentou-se à mesa de tampo de mármore. A garçonete loira de sempre anotou o pedido: um...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/tudo-%C3%A9-poss%C3%ADvel-quando-o-imposs%C3%ADvel-acontece</link><guid isPermaLink="false">6a995449c68753896ea5cf13</guid><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 11:05:00 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Último Beijo]]></title><description><![CDATA[Foi um encontro casual, desses que acontecem sem aviso. Uma troca de olhar, um sorriso tímido, e a vida seguiu seu curso. Ele ficou extasiado observando a imagem dela se dissolver na retina. Era a primeira vez que a via, e algo o desconcertou de imediato, como se uma peça interna tivesse se movido sem permissão. Os dias passaram. De vez em quando, lá estava ela: mesmo olhar, mesmo sorriso, nenhuma palavra. Havia algo de mágico naquela troca silenciosa, embora ele não imaginasse o tamanho do...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/%C3%BAltimo-beijo</link><guid isPermaLink="false">6a98009a768bea4a85779e87</guid><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 10:55:41 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Ego – O Eu de Cada Um]]></title><description><![CDATA[O ego é um daqueles habitantes silenciosos da nossa mente: não paga aluguel, mas ocupa espaço; não faz barulho, mas interfere em tudo. Na psicologia, dizem que ele é o mediador — o ponto de equilíbrio entre nossos desejos internos, as regras da sociedade e a realidade que insiste em nos lembrar que o mundo não gira ao nosso redor. É ele que nos dá a noção de identidade, personalidade, esse “eu” que carregamos como assinatura. Eu sei que estou mexendo numa área da qual não sou especialista....]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/ego-o-eu-de-cada-um</link><guid isPermaLink="false">6a96c49e85be39bde86a7857</guid><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 12:27:40 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[O Lado Invisível de Gramado]]></title><description><![CDATA[Estive há poucos dias em Gramado. Retornar a essa cidade glamourosa é sempre uma experiência incrível. Sua aparência europeia, com construções que remetem às regiões italianas e germânicas — ainda que muitas outras etnias também tenham deixado sua marca por ali — sempre me encantou profundamente. Mas desta vez resolvemos inovar. Eu e minha companheira de toda a vida organizamos um roteiro pela Gramado invisível, aquela que não aparece nas propagandas nem nas filas intermináveis dos pontos...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/o-lado-invis%C3%ADvel-de-gramado</link><guid isPermaLink="false">6a9568b29d169940e9d764f8</guid><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:43:03 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item><item><title><![CDATA[Quando o Jogo Murcha]]></title><description><![CDATA[O Gre‑Nal não perde intensidade por falta de vontade. Perde porque o desempenho dos dois times anda tão irregular com as mudanças dos projetos das direções; se é que existe, cada ano troca técnico, filosofia, contratações, discurso… nada amadurece. Os elencos são montados por urgência, não por ideia — jogadores chegam para “tapar buraco”, mas o buraco continua lá, firme, resiliente, quase heróico. A política interna é tão presente que às vezes parece que o clube joga com doze: onze em campo e...]]></description><link>https://www.artflorisbal.com/post/quando-o-jogo-murcha</link><guid isPermaLink="false">6a9426d163729de8ec7c7ea2</guid><pubDate>Sun, 30 Aug 2026 12:49:48 GMT</pubDate><dc:creator>Nelson M. Florisbal</dc:creator></item></channel></rss>