top of page
Buscar

Dia do Escritor

21 de ago.
2 min de leitura

Hoje decidi mudar o tema da crônica. A data merece destaque: é Dia do Escritor, e não poderia deixar passar em branco algo que, de certa forma, atravessa meu caminho.


O calendário vive cheio de comemorações — santos, efemérides, homenagens históricas, lembranças afetivas e datas criadas apenas para movimentar o comércio. Algumas, porém, carregam uma ternura essencial, como o Dia das Mães. Outras celebram figuras que moldaram nossa cultura.


Entre minhas relações, tenho amigos que cultivam a palavra com talento, e escritores que admiro profundamente, daqueles que leio tudo o que publicam. Ler é hábito que trago desde a juventude. Para meus filhos, os presentes preferidos sempre foram vales‑livro; cresceram cercados de histórias, capas coloridas e personagens que atravessam gerações: Dom Quixote, O Pequeno Príncipe, os contos dos Grimm, Gulliver e tantos outros.


Nos tempos atuais, fiquei incrédulo ao ver que alguns desses clássicos vêm sendo contestados por supostos conteúdos discriminatórios: o Saci, por ter uma perna só; “Atirei o Pau no Gato”, por maltratar animais; a carrocinha que “pegou três cachorros duma vez”… e assim seguem as revisões, às vezes desconexas, de histórias que moldaram nossa imaginação.


Nesse turbilhão, há alguns meses decidi escrever. Palavras sobre o que vivi, o que vejo no cotidiano, o que penso. Aos poucos, elas foram ganhando forma e revelando um pouco de quem sou. Esse exercício diário me traz satisfação e mantém minha mente desperta.


Hoje, ao receber um recado singelo — uma única frase: “Parabéns, pelo Dia do Escritor” — sorri. E pensei: “Sou escritor? Será?”


Seja como for, deixo aqui meu desejo: Feliz Dia do Escritor a todos que possuem o dom — e a coragem — de transformar vida em palavra.

 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
O Mercado Público

Sempre que viajo, minha agenda inclui uma visita ao Mercado Público da cidade em que estou. É automático, um ato espontâneo que me leva a caminhar por entre bancas repletas de cores, sabores e aromas.

 
 
 
O Tempo Não Está Acabando

Hoje estava divagando sobre a vida e sobre tudo o que fizemos em nossa passagem por este plano. Fui tomado por uma ansiedade repentina enquanto minha mente percorria momentos vividos. Tantas alegrias,

 
 
 
Picumã (1)

A casa de madeira era pequena, com apenas duas peças: a cozinha e um cômodo adjacente que servia, ao mesmo tempo, de sala e dormitório. Nos rigorosos invernos dos campos do Sul, a família reunia-se em

 
 
 

Comentários


bottom of page