Saudade, da Temperoma
Ésabido, desde os primórdios da humanidade, que a alimentação sempre foi uma necessidade vital dos seres humanos. Os homens das cavernas já enfrentavam desafios imensos para subsistir naqueles tempos rústicos e implacáveis.
Bem mais recentemente, no tempo dos meus avós, as receitas passadas de pais para filhos cobriam as mesas com fartura.
Minha mãe foi uma excelente cozinheira. Produzia maravilhas no seu fogão à lenha, com temperos de aromas inconfundíveis. Nessa miscelânia de sabores e aromas chegamos aos dias de hoje.
E há um prato impossível de não constar nos cardápios modernos: a pizza. Sempre fui consumidor ávido dessa delícia — para muitos, de origem italiana, só que não. Em muitos momentos, alguns especiais, é a maneira de festejar ou brindar, como queiram; essa massa recheada de essências faz a felicidade geral e transforma qualquer encontro simples em celebração.
Foram muitos locais, alguns marcantes. A “Pizzaria Chuvisco”, ali na Cristóvão, de pizza com sabor inconfundível, massa fina, molho agridoce de tomates maduros, orégano e seus complementos — um verdadeiro manjar. Mas nada disso superou a Pizzaria “Temperoma”, aqui no sul de Santa Catarina.
Foi, com absoluta certeza, a melhor pizza que consumi em todos os meus anos de vida. Era especial no sabor, no aroma, sempre fumegante, um prazer que começava no olhar. Estive na Itália; lá comi ótimas pizzas e calzones. Porém, igual à da “Temperoma” … impossível.
Hoje, quando passo em frente ao prédio de portas cerradas, vêm‑me à memória aqueles chopes gelados, degustados com aquelas fatias deliciosas.
Minha lembrança revive sabores, cores e aromas — inigualáveis.
“Temperoma” … que saudades.

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